Há Tradições Académicas que atravessam gerações sem que alguém pare verdadeiramente para pensar de onde vieram. O Grito Académico F.R.A. é uma delas: permanece vivo, vibrante e reconhecível, mesmo que poucos conheçam a sua origem ou compreendam plenamente o seu significado. Usado há décadas nos mais variados contextos estudantis, o grito divide-se tradicionalmente em duas partes. A primeira é a dedicatória, momento em que a voz de comando desafia a assembleia com a célebre pergunta: “Então (malta), e para (inserir dedicatória)…não vai nada, nada, nada?”, ao que todos respondem com um sonoro “Tudo!”. A provocação repete-se, a resposta também, num jogo de chamada e eco que cria o ambiente certo para o que vem a seguir. Entra então a segunda parte, a aclamação, conduzida por quem, com “cagança” e “pujança”, anuncia a chegada do F-R-A e desencadeia a sequência das vogais FRA, FRE, FRI, FRO e FRU, repetidas pela assembleia, até culminar na explosão final de “Aliqua, chiribiribi-tá-tá-tá-tá,...
Na correria dos dias, não damos conta de que as Insígnias que nos rodeiam contam histórias e remetem para um passado repleto de misticismo, talvez distante da realidade Praxística atual. A Colher de Praxe faz parte de um conjunto de elementos emblemáticos, cuja origem, embora incerta, remete para práticas simbólicas. Entre mitos, tradições e especulações, onde se encaixa a origem da Colher e qual a sua relação com o Estudante? Calcula-se e, muitas vezes, estabelece-se uma ligação causal entre a colher de pau, utilizada por mendigos para pedir esmola, e a Colher de Praxe. Porém, esta origem não é completamente certa. Sabe-se que na Península Ibérica, desde a Idade Média, se praticava o costume da oferta de sopa a quem precisava, nos quais, possivelmente, se incluíam estudantes menos abastados. A colher de pau era, assim, utilizada como acessório, surgindo na aba do chapéu, no peito do vestuário ou mesmo em cestos, daqueles que procuravam sustento. Gírias como “S...
A moca é, com certeza, a Insígnia de Praxe que observamos com maior frequência no nosso dia-a-dia praxístico. Seja na mão, ou apoiada no ombro, dá ao seu portador um ar imponente característico. E, embora assim o seja, é também a Insígnia que mais dúvidas suscita relativamente à data da sua adoção por parte dos Estudantes. Tendo origem Pré-Histórica, como arma de caça e de defesa, a sua adoção pelos Estudantes da Academia Coimbrã remonta às origens da Universidade. Não podendo ter pregos ou picos eriçados e apresentando, tradicionalmente, uma cabeça redonda ou oval lisa, terá visto o seu uso intensificado devido à proibição de espadas, punhais e armas de fogo em meios extra-militares. No início do século XX, a moca era também usada como símbolo de poder dos veteranos, sendo que, em situações de arruamento, era tapada pela capa ou colocada em bolsos fundos da batina. Muito utilizada em contexto de trupe, viu-se protagonista nos combates entre os membros destas e os anti-trupistas. ...
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